Tradição Nordeste
Figuras de pequenas dimensões e grande dinamismo, organizadas em cenas narrativas — caça, dança, luta, sexo e ritual. Antropomorfos com adornos e zoomorfos (cervídeos, emas, tatus) pintados sobretudo em vermelho de hematita.
Definida por Niède Guidon a partir dos grafismos da região da Serra da Capivara, a Tradição Nordeste é marcada pela composição em cena: figuras pequenas, dinâmicas, em interação narrativa. O cervídeo é o animal mais representado, seguido de emas, tatus e outros animais da caatinga. Admite-se que suas primeiras manifestações comecem por volta de 12.000 anos antes do presente, com apogeu técnico em torno de 10.000 AP e interrupção por volta de 7.000–6.000 AP — cronologia que segue em debate, com defensores de datas mais antigas. Ocorre do Piauí ao Rio Grande do Norte, onde a subtradição Seridó é a expressão regional mais estudada.