Xingó
Os cânions do Baixo São Francisco, entre Sergipe e Alagoas, onde o salvamento arqueológico da UHE Xingó (1988–1994) revelou ocupações de c. 9.000 anos e abrigos com pinturas e gravuras.
A região de Xingó, no entorno de Canindé de São Francisco (SE), entrou para a arqueologia brasileira pelo salvamento realizado pela Universidade Federal de Sergipe com a Chesf antes do enchimento da barragem da UHE Xingó — 28 sítios escavados entre 1991 e 1994, incluindo o Justino, com quase duas centenas de sepultamentos. As ocupações remontam a cerca de 9.000 anos. A arte rupestre aparece em abrigos dos paredões do cânion e em conjuntos como os da Fazenda Mundo Novo, com gravuras geométricas e pinturas. O acervo é guardado pelo Museu de Arqueologia de Xingó (MAX/UFS), criado em 2000 — cuja marca, uma ave, reproduz um grafismo que se repete em três sítios da região.
Sítios
Figuras
Referências
- VERGNE, M. C. S.. Arqueologia do Baixo São Francisco: estruturas funerárias do sítio Justino. Doutorado em Arqueologia · MAE-USP, 2004.tese
- SOUZA, V. S.. Particularidades e semelhanças do registro rupestre da Fazenda Mundo Novo em Canindé do São Francisco-SE. Mestrado em Arqueologia · UFS, 2013.tese